Agapornis Roseicollis

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 Na reprodução de Agapornis Roseicollis um dos "espinhos" é a diferenciação entre o machos e as femeas, visto que os mesmos não apresensentam dimorfismo sexual, ou seja, não existe do ponto de vista fisico diferenças entre machos e femeas.

Esta é básicamente uma das maiores dificuldades na criação destas aves.

Embora não exista diferenciação aparente entre as aves de sexo diferente,podemos ter algumas pistas quanto ao seu sexo.Mas o grau de sucesso é de cerca de 20 a 30% .

1) Através da apalpação dos ossos da bacia e em aves adultas, que são mais largos e arredondados nas fêmeas e mais apertados e pontiagudos nos machos
     (* Ver imagem 1 no final da folha)

2) As fêmeas normalmente são ligeiramente maiores, têm a cabeça e o abdomen mais arredondado que os machos. Fazem também mais barulho.

Se pretendermos saber de forma exacta qual o sexo da ave, o único metodo infalivel é analise de DNA por amostra de sanguesou penas.
Eu pessoalmente quando não consigo determinar o sexo utilizo os serviços da STAB VIDA, que é um laboratório existente em Portugal

Aqui fica o Link : http://www.stabvida.com/geneticaparatodos/sexagem/


Uma vez formado o casal, desenvolvem um relacionamento cheio de caricias, permanecendo maior parte do tempo juntos. Os agapornis atingem sua maturidade sexual por volta dos 7/8 meses. Desta forma é desaconselhável a reprodução com menos idade.
Um casal é formado pela própria escolha das aves. Ter um casal junto não significa obrigatoriamente que eles irão  reproduzir-se. Embora as chances aumentem não são absolutas. Os casais formam-se naturalmente.

Os agapornis podem reproduzir-se o ano inteiro mas é aconselhável deixar que tenham apenas 2 ou 3 ninhadas anuais. Há um grande desgaste dos pais no tratamento e cuidados dos ovos e filhotes levando-os à exaustão caso fiquem efectuando reproduções uma após a outra. Notar que nas épocas de procriação deve ser fornecido papa de ovo diariamente, sobretudo quando nascerem os filhotes. Procure fornecer também de forma regular (dia sim , dia não) as verduras.
Os pais, na época da reprodução, podem ficar mais arredios e mesmo agressivos. Isto é natural devido ao instinto básico de cuidado e protecção das crias. Será sempre bom lembrarmo-nos disto .

Por vezes é observado um comportamento diferente dos pais abrindo as asas e ameaçando bicar, tal qual uma águia preparada para atacar. Nestas épocas o simples barulho à noite pode acarretar este comportamento.


A colocação de um ninho próprio para agapornis (vendido nas pet shops) fornece o estímulo necessário para a reprodução. Se possível é aconselhável colocar o ninho no lugar mais alto possível. Isto porque, desta forma, estaremos a simular o mais possível o ambiente natural de nidificação na natureza onde os agapornis criam os ninhos no alto das árvores.

Uma fêmea pode ter de 3 a 5 ninhadas anuais se procriar ininterruptamente, mas, para descanso, é aconselhável que, após 3 ninhadas, os ninhos sejam removidos. Além dos poleiros, devem ser colocados na gaiola galhos de árvores, palha, pedaços de madeira, etc., que os pássaros usarão para a construção do ninho. O ninho, propriamente dito, deve ser de madeira com um orifício frontal. A fêmea geralmente põe 4 a 6 ovos, com intervalos de dois dias entre um e outro. O período de incubação é de aproximadamente 23 dias após a colocação do 3º ovo e, com 35 dias aproximadamente, os filhotes estão emplumados e começam a abandonar o ninho.


Mesmo durante o período do cio, os Agapornis não lutam entre si, excepção feita para quem se aproxima da entrada do ninho.Não obstante o seu tamanho reduzido, adoram ninhos grandes, do tipo usado para Caturras e Roselas. Carregam materiais para o ninho, pelo que na época de nidificação devem tê-los sempre ao seu dispor. Destes, vai depender o seu sucesso como criador. O material correcto é a folha de palmeira, porém, na sua falta, uso com excelentes resultados a agulha do pinheiro, que se manterão húmidas por muito tempo. Cabe aqui um parêntesis e informar que a humidade é um elemento primordial na reprodução de Agapornis. Sem esta estar presente nos ninhos, não há qualquer sucesso. Não esquecer ter sempre água para o banho.


Para aqueles que vivem nas cidades e os dois citados materiais estejam fora do seu alcance, podem usar papel absorvente, que se corta em tiras. Com este, os Agapornis fazem pequenas bolas que transportam para o ninho. Com os banhos, as penas molhadas, o papel irá absorver a humidade e os resultados aparecerão.Uma excepção, quanto ao tipo de ninho a fornecer aos Agapornis: os Pullaria. No habitat natural, nidificam nas termiteiras, que são morros construídos pelas formigas térmitas. Como estes estão cheios de galerias e câmaras, os S. Tomé usam-nos para nidificar. Como vencer o problema? Os Ingleses usam blocos de turfa, e, entre nós, sei de excelentes resultados com blocos de cortiça. Se o viveiro for espaçoso, por que não construir um morro com argila?


Prefira matrizes de criadores renomados e pássaros anilhados. Escolha aves com no máximo com 2 anos, sabendo que poderão criar até os 7 anos ou mais.

Logo formado o casal, começará a montagem do ninho, nesta época forneça material (folhas de palmeira, agulhas de pinheiro, etc.) para as aves fazerem os ninhos, se isso não acontecer (as aves não se entenderem) em 3 ou 4 semanas, ocorreu alguma incompatibilidade e o casal deve ser desfeito. Acontecendo tudo correctamente dar-se-a o inicio da postura.

Os ovos são postos dia sim dia não, normalmente variam de 4 a 6 ovos, a incubação começa no terceiro ovo, o nascimento ocorre 23 dias após o 3º ovo. A fêmea garante a alimentação dos filhotes até que comam sozinhos, os machos ajudam na tarefa, passando comida para as fêmeas ou até alimentando os filhotes. Aproximadamente com 10 dias de vida deve-se anilhar as crias com as anilhas invioláveis para facilitar sua identificação, estas anilhas são obtidas nos Clubes Ornitológicos ou em lojas da especialidade. As crias devem ser separadas dos pais o mais tarde possível, isso ocorre quando a fêmea inicia uma nova postura e acaba por expulsá-las do ninho.


Em viveiros, colocar os ninhos o mais distantes possivel  e 50% a mais ninhos que de casais, para evitar que os casais lutem entre si .


Híbridos - é bom falar um pouco nesta situação ou opção - A hibridação de duas espécies, não deverá ser feita, pois ajuda a acabar com as linhagens puras, a hibridação além de ter como resultado aves não férteis, apesar de alguns cruzamentos originarem aves férteis(personatas vs fichers), não terão valor para nenhum criador sério. A conservação de um fenótipo puro é muito importante pois irá ajudar no apuramento de mutações.


A fêmea de Agapornis é habituada a cuidar bem de filhotes com diferentes idades. Na fase reprodutiva é aconselhável que a alimentação seja reforçada, acrescentando-se um pouco mais de aveia à dieta, aumentando-se a variedade de frutas, legumes e verduras, e acrescentando-se suplemento vitamínico na água ou ração.


Para saber se o ovo esta fecundado, pode utilizar uma lanterna atrás do ovo num local escuro para observar após cerca de 10 dias e ver se o ovo é fértil. Se houver algo escuro o ovo é fértil, se o ovo for totalmente claro, então não é. Ovos não fertilizados não significam que os pássaros não são bons, apenas que eles podem ser muito jovens (ou velhos) ou eles não tiveram boas condições para o acasalamento. A maioria dos Agapornis são óptimos pais.


Quando é a primeira postura de uma fêmea é preciso cuidado porque pode haver dificuldades a pôr os ovos e também na construção do ninho, por outro lado quando as crias nascem, muitas vezes as fêmeas inexperientes não as alimentam, geralmente na segunda postura o problema resolve-se e a fêmea corrige as falhas anteriores.


Algumas vezes as fêmeas depenam as crias, se não for possível resolver o problema alterando a dieta ou fornecendo mais material para o ninho, é melhor vender ou trocar a fêmea e colocar outra fêmea com o macho,se existir interesse em fazer uma criação selectiva as crias devem ser anilhadas com anilhas oficiais, quando as crias saem do ninho , e se tratar de uma colônia devem ser vigiadas para evitar agressões de outros casais.

As crias podem ser separadas assim que começam a comer, mas podem ficar com os pais até as crias da ninhada seguinte estarem para nascer, quando forem separadas devem ser postas junto com aves da sua idade e nunca com aves adultas. Dentro de uma ninhada os maiores serão geralmente fêmeas e os mais pequenos machos.


A partir dos 5 anos a produtividade de um casal começa a diminuir e será melhor substitui-lo por um casal novo, no entanto os casais podem criar pelo menos ate aos 8 anos de idade.


Quando estão preparados para criar, à que fornecer uma dieta variada, será necessário uma fonte cálcio fresca e limpa, uma boa fonte de proteínas e ao mesmo tempo em dias alternados a quantidade suficiente de vitaminas A, D e E na sua dieta. A maioria dos loros não se afastam demasiadamente dos seus ninhos.

O mesmo sucede com os agapornis. Podem nidificar sobre o solo de uma simples caixa de madeira, no entanto, deverá oferecer material para que possam construir o seu próprio ninho dentro da caixa: Ramas de Pinheiro, Folhas de Palmeira, Tufa e mesmo aparas de pinheiro verde.


As fêmeas novas, poderão não conseguir chocar convenientemente os primeiros ovos, nomeadamente por falta de experiência, porém, com alguma paciência da nossa parte, podemos constatar que na segunda postura conseguem tirar filhotes. É necessário observarmos as nossas aves nesta altura porque com o frio podem ter problemas na postura e o ovo pode ficar preso na cloaca, podendo vir a ser fatal para a ave. Quando isto acontece, podemos auxiliar a fêmea utilizando água morna e ajudando com os dedos a expelir o ovo.

No caso de anilhar as suas aves deverá fazê-lo por volta dos sete aos dez dias, de forma a que a anilha ainda possa passar na pata e não possa cair no ninho sem que nos possamos aperceber.

Quando saem do ninho ainda vão aprender a comer sozinhos e desenvolverem os instintos de defesa para com os outros pássaros. Se criar em colônia tenha atenção aos filhotes, pois estes apesar de serem defendidos pelos pais em particular pelo macho, estão sujeitos a serem atacados pelos outros membros da colônia. Eu pessoalmente só separo os filhotes quando a fêmea está no fim do próximo choco ou quando começam a nascer os filhotes. Raramente acontece os pais atacarem os filhotes quando estes abandonam o ninho, mas caso isto aconteça a única solução é mesmo a separação dos filhotes dos pais.



Imagem 1 : Ossos da Bacia Agarponis Roseicollis