Uma vez formado o casal, desenvolvem um relacionamento cheio de caricias,
permanecendo maior parte do tempo juntos. Os agapornis atingem sua maturidade
sexual por volta dos 7/8 meses. Desta forma é desaconselhável a reprodução
com menos idade.
Um casal é formado pela própria escolha das aves.
Ter um casal junto não significa obrigatoriamente que eles irão
reproduzir-se. Embora as chances aumentem não são absolutas.
Os casais formam-se naturalmente.
Os agapornis podem reproduzir-se o ano inteiro mas é aconselhável deixar que tenham apenas 2
ou 3 ninhadas anuais. Há um grande desgaste dos pais no tratamento e
cuidados dos ovos e filhotes levando-os à exaustão caso fiquem
efectuando reproduções uma após a outra. Notar que nas épocas de
procriação deve ser fornecido papa de ovo diariamente, sobretudo quando
nascerem os filhotes. Procure fornecer também de forma regular (dia sim ,
dia não) as verduras.
Os pais, na época da reprodução, podem ficar
mais arredios e mesmo agressivos.
Isto é natural devido ao instinto básico de cuidado e protecção das
crias. Será sempre bom lembrarmo-nos disto .
Por vezes é observado um comportamento diferente dos pais abrindo as asas e ameaçando bicar, tal qual uma águia preparada para atacar. Nestas épocas o simples barulho à noite pode acarretar este comportamento.
A colocação de um ninho
próprio para agapornis (vendido nas pet shops) fornece o estímulo
necessário para a reprodução. Se possível é aconselhável colocar o ninho
no lugar mais alto possível. Isto porque, desta forma, estaremos a simular o mais possível o ambiente natural de nidificação na
natureza onde os agapornis criam os ninhos no alto das árvores.
Uma
fêmea pode ter de 3 a 5 ninhadas anuais se procriar ininterruptamente,
mas, para descanso, é aconselhável que, após 3 ninhadas, os ninhos sejam removidos. Além dos poleiros,
devem ser colocados na gaiola galhos de árvores, palha, pedaços de
madeira, etc., que os pássaros usarão para a construção do ninho. O
ninho, propriamente dito, deve ser de madeira com um orifício frontal. A
fêmea geralmente põe 4 a 6 ovos, com intervalos de dois dias entre um e
outro. O período de incubação é de aproximadamente 23 dias após a colocação do 3º ovo e, com 35 dias
aproximadamente, os filhotes estão emplumados e começam a abandonar o
ninho.
Mesmo durante o período do cio, os Agapornis não lutam entre
si, excepção feita para quem se aproxima da entrada do ninho.Não
obstante o seu tamanho reduzido, adoram ninhos grandes, do tipo usado
para Caturras e Roselas. Carregam materiais para o ninho, pelo que na
época de nidificação devem tê-los sempre ao seu dispor. Destes, vai
depender o seu sucesso como criador. O material correcto é a folha de
palmeira, porém, na sua falta, uso com excelentes resultados a agulha do pinheiro, que se manterão húmidas por muito tempo. Cabe aqui um
parêntesis e informar que a humidade é um elemento primordial na reprodução
de Agapornis. Sem esta estar presente nos ninhos, não há qualquer sucesso.
Não esquecer ter sempre água para o banho.
Para aqueles que vivem nas cidades e os dois citados materiais estejam fora do seu alcance, podem usar papel absorvente, que se corta em tiras. Com este, os Agapornis fazem pequenas bolas que transportam para o ninho. Com os banhos, as penas molhadas, o papel irá absorver a humidade e os resultados aparecerão.Uma excepção, quanto ao tipo de ninho a fornecer aos Agapornis: os Pullaria. No habitat natural, nidificam nas termiteiras, que são morros construídos pelas formigas térmitas. Como estes estão cheios de galerias e câmaras, os S. Tomé usam-nos para nidificar. Como vencer o problema? Os Ingleses usam blocos de turfa, e, entre nós, sei de excelentes resultados com blocos de cortiça. Se o viveiro for espaçoso, por que não construir um morro com argila?
Prefira matrizes
de criadores renomados e pássaros anilhados. Escolha aves com no máximo
com 2 anos, sabendo que poderão criar até os 7 anos ou mais.
Logo
formado o casal, começará a montagem do ninho, nesta época forneça
material (folhas de palmeira, agulhas de pinheiro, etc.) para as aves fazerem os
ninhos, se isso não acontecer (as aves não se entenderem) em 3 ou 4
semanas, ocorreu alguma incompatibilidade e o casal deve ser desfeito.
Acontecendo tudo correctamente dar-se-a o inicio da postura.
Os
ovos são postos dia sim dia não, normalmente variam de 4 a 6 ovos, a
incubação começa no terceiro ovo, o nascimento ocorre 23 dias após o 3º ovo. A fêmea garante a alimentação dos filhotes até que comam
sozinhos, os machos ajudam na tarefa, passando comida para as fêmeas ou
até alimentando os filhotes. Aproximadamente com 10 dias de vida deve-se
anilhar as crias com as anilhas invioláveis para facilitar sua
identificação, estas anilhas são obtidas nos Clubes Ornitológicos ou em lojas da especialidade. As crias devem ser separadas dos pais o mais tarde possível, isso ocorre
quando a fêmea inicia uma nova postura e acaba por expulsá-las do
ninho.
Em viveiros, colocar os ninhos o mais distantes possivel e 50% a mais ninhos que de
casais, para evitar que os casais lutem entre si .
Híbridos - é bom
falar um pouco nesta situação ou opção - A hibridação de duas espécies,
não deverá ser feita, pois ajuda a acabar com as linhagens puras, a
hibridação além de ter como resultado aves não férteis, apesar de alguns
cruzamentos originarem aves férteis(personatas vs fichers), não terão valor para nenhum
criador sério. A conservação de um fenótipo puro é muito importante pois
irá ajudar no apuramento de mutações.
A fêmea de Agapornis é
habituada a cuidar bem de filhotes com diferentes idades. Na fase
reprodutiva é aconselhável que a alimentação seja reforçada,
acrescentando-se um pouco mais de aveia à dieta, aumentando-se a
variedade de frutas, legumes e verduras, e acrescentando-se suplemento
vitamínico na água ou ração.
Para saber se o ovo esta fecundado, pode utilizar
uma lanterna atrás do ovo num local escuro para observar após
cerca de 10 dias e ver se o ovo é fértil. Se houver algo escuro o ovo é
fértil, se o ovo for totalmente claro, então não é. Ovos não
fertilizados não significam que os pássaros não são bons, apenas que eles
podem ser muito jovens (ou velhos) ou eles não tiveram boas condições
para o acasalamento. A maioria dos Agapornis são óptimos pais.
Quando é
a primeira postura de uma fêmea é preciso cuidado porque pode haver
dificuldades a pôr os ovos e também na construção do ninho, por outro
lado quando as crias nascem, muitas vezes as fêmeas inexperientes não
as alimentam, geralmente na segunda postura o problema resolve-se e
a fêmea corrige as falhas anteriores.
Algumas vezes as fêmeas depenam as crias, se não for possível resolver o problema alterando a
dieta ou fornecendo mais material para o ninho, é melhor vender ou
trocar a fêmea e colocar outra fêmea com o macho,se existir interesse em
fazer uma criação selectiva as crias devem ser anilhadas com anilhas
oficiais, quando as crias saem do ninho , e se tratar de uma colônia
devem ser vigiadas para evitar agressões de outros casais.
As crias
podem ser separadas assim que começam a comer, mas podem ficar com os
pais até as crias da ninhada seguinte estarem para nascer, quando forem
separadas devem ser postas junto com aves da sua idade e nunca com aves
adultas. Dentro de uma ninhada os maiores serão geralmente fêmeas e os
mais pequenos machos.
A partir dos 5 anos a produtividade de um casal começa a diminuir e será melhor substitui-lo por um casal novo, no entanto os casais podem criar pelo menos ate aos 8 anos de idade.
Quando
estão preparados para criar, à que fornecer uma dieta variada, será
necessário uma fonte cálcio fresca e limpa, uma boa fonte de proteínas e
ao mesmo tempo em dias alternados a quantidade suficiente de vitaminas
A, D e E na sua dieta. A maioria dos loros não se afastam demasiadamente
dos seus ninhos.
O mesmo sucede com os agapornis. Podem nidificar sobre o solo de uma simples caixa de madeira, no entanto, deverá oferecer material para que possam construir o seu próprio ninho dentro da caixa: Ramas de Pinheiro, Folhas de Palmeira, Tufa e mesmo aparas de pinheiro verde.
As fêmeas novas, poderão não conseguir chocar
convenientemente os primeiros ovos, nomeadamente por falta de
experiência, porém, com alguma paciência da nossa parte, podemos
constatar que na segunda postura conseguem tirar filhotes. É necessário
observarmos as nossas aves nesta altura porque com o frio podem ter
problemas na postura e o ovo pode ficar preso na cloaca, podendo vir a ser
fatal para a ave. Quando isto acontece, podemos auxiliar a fêmea
utilizando água morna e ajudando com os dedos a expelir o ovo.
No caso de anilhar as suas aves deverá fazê-lo por volta dos sete
aos dez dias, de forma a que a anilha ainda possa passar na pata e não
possa cair no ninho sem que nos possamos aperceber.
Quando saem do ninho ainda vão aprender a comer sozinhos e desenvolverem os instintos de defesa para com os outros pássaros. Se criar em colônia tenha atenção aos filhotes, pois estes apesar de serem defendidos pelos pais em particular pelo macho, estão sujeitos a serem atacados pelos outros membros da colônia. Eu pessoalmente só separo os filhotes quando a fêmea está no fim do próximo choco ou quando começam a nascer os filhotes. Raramente acontece os pais atacarem os filhotes quando estes abandonam o ninho, mas caso isto aconteça a única solução é mesmo a separação dos filhotes dos pais.
Imagem 1 : Ossos da Bacia Agarponis Roseicollis