Agapornis Roseicollis

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Index
       - A Queda da Pena Nos Psitacídeos
       - Como anilhar as suas Aves
       - Doenças e Tratamentos

================= A QUEDA DA PENA NOS PSITACÍDEOS =================

A QUEDA DA PENA NOS PSITACÍDEOS

Trata-se de um mistério dentro da medicina aviária. Mas quando este problema nos bate à porta, das duas uma: ou nos habituamos ao facto da nossa ave viver sem penas ou então procuramos ajuda veterinária o que nem sempre é fácil. Vamos aprender as principais causas deste problema e alguns métodos de tratamento.

Arrancar as penas é um fenómeno pouco entendido até mesmo pelos profissionais de medicina das aves. Sinceramente, existem muitos casos que são impossíveis de diagnosticar correctamente, fazendo-se apenas um tratamento sintomático! Mas afinal de contas o que é isso de “arrancar as penas”?

DEFINIÇÃO:
Trata-se de um comportamento anormal e aberrante que certas aves (normalmente psitacídeos – papagaios, cacatuas, lóris, araras, etc. ) exibem e que consiste na preensão, mastigação ou mutilação das suas próprias penas ou das do seu companheiro mais próximo. As primeiras são facilmente identificáveis pois sobram as penas da própria cabeça (o bico não chega lá!). Não devemos confundir esta patologia com a preensão normal das penas velhas durante a muda. Portanto não se assuste se vir uma pena no bico da sua ave!

SINTOMAS:
Estas aves têm uma aparência horrível e variável consoante o seu vício. Algumas começam por morder as penas do interior das patas ou as do peito, outras adoram as penas das asas ou mesmo as da cauda. Em qualquer uma delas o aspecto é sempre de uma ave desmazelada com as penas desalinhadas, e com vários graus de perda de penas pelo corpo.

CAUSAS POSSÍVEIS:
São tantas mas tantas que tentaremos resumi-las do modo mais simples possível.

1 - PROBLEMAS MÉDICOS:
Representam 35 a 40 por cento dos casos. Muitas das vezes os donos não permitem fazer todas as análises possíveis para determinar a verdadeira causa, portanto é provável que esta percentagem seja bem maior.

O problema mais vulgar é a mal-nutrição. Se você tem um cão ou um gato compreende isto muito bem: não é verdade que o seu animal, se pudesse, comeria só carne e bolos? Nos psitacídeos acontece o mesmo. Eles viciam-se em determinada semente ou fruto e depois é difícil convencer a ave a comer toda a variedade de alimentos que as rações comerciais têm disponíveis. Se o seu papagaio for fã de sementes oleaginosas (girassol, p. ex.) é fácil ficar obeso e isso é uma das principais causas de arranque de penas. Isto porque, segundo se pensa, a acumulação de depósitos de gordura subcutânea podem irritar a pele. Estes animais voltam a ter a plumagem bonita quando o seu peso volta ao normal após uma dieta específica. As aves mais propensas são os papagaios amazonas e as cacatuas.

Se a dieta contiver níveis inadequados de certos componentes alimentares essenciais à muda, tais como arginina, riboflavina, niacina ou selénio, isto pode causar stress na plumagem. As raízes das penas vão-se ressentir e ao fim de algumas semanas a ave está a “depenar-se “ toda.

Temos depois o caso daquelas aves completamente doidas que adoram o sabor das penas. Chegam mesmo a emitir um som de alegria quando saboreiam o gosto da pena recém-arrancada. Este comportamento pode ser interpretado como picacismo, uma condição que resulta da falta de minerais essenciais (zinco p. ex.)

Mas olhe lá! Não se ponha a dar vitaminas sem sentido! Se a ração comercial afirmar ser completa não tem nada que a suplementar. Isto pode conduzir a doença hepática ou pancreática com consequências graves, uma das quais é arrancar as penas. Normalmente após a dieta voltar ao normal, a saúde da ave também volta.

Existem doenças infecciosas que podem induzir ao arranque da pena. Entre elas destacamos: A aspergilose (fungo que se deposita nas vias respiratórias), Candidíase (levedura) e infecções bacterianas. As cacatuas são propensas à giardíase (protozoário intestinal que dá muita comichão) que se pode manifestar pelo arranque das penas sobre as asas, costas ou no ventre.

Doenças do fígado podem causar comichão na pele das pessoas e aparentemente o mesmo acontece nas aves. Isto acontece quando há extravaso de ácidos biliares do fígado para o sangue, que quando em circulação nos vasos subcutâneos dá origem a prurido. O diagnóstico é fácil, basta pesquisar os tais ácidos biliares numa amostra de sangue.

Qualquer outra doença que cause inflamação do organismo, seja em que lugar for, pode sugerir à ave arrancar as penas. Por outro lado este vício conduz a infecções secundárias que podem produzir toxinas e mais comichão ainda, agravando o ciclo vicioso.

Os fisher são propensos a infecções estafilocócicas (bacterianas) da pele que costumam ser resistentes aos antibióticos. Nestes casos torna-se importante fazer uma cultura bacteriana e um teste de sensibilidade aos antibióticos. Os papagaios amazonas são mais sensíveis às leveduras mas respondem bem ao tratamento médico-dietético.

Parasitas tais como ácaros ou piolhos são raros mas devem ser descartados pelo veterinário.

Para o diagnóstico podem-se fazer esfregaços das raízes das penas, análises ao sangue, radiografias, endoscopia ou biópsias à pele.

Outra causa são as alergias. Sim, a sua ave pode sofrer de alergia inalatória (pólen, bolores) e mesmo ser alérgica ao fumo do tabaco (sabe-se de um amazonas que fazia alergia nas patas porque o dono segurava-o com as mãos “sujas” dos cigarros). Além disso as aves podem fazer alergia umas às outras ou a outros animais. Alergias alimentares é um campo desconhecido, mas sabe-se que algumas aves são alérgicas aos corantes de certas rações. As aves alérgica respondem bem a banhos de água com aloés vera.

Intoxicações são outra causa possível, nomeadamente em aves que debicam tinta seca de parede ou outras superfícies. Os metais pesados são muitas vezes os responsáveis (chumbo, cobre e mesmo zinco). Outra forma de intoxicação é a inalação ou ingestão de produtos de limpeza (tipo “sonasol verde”, lexívia e amónia). Cuidado, portanto.

2 - CAUSAS EMOCIONAIS:
Apesar de extremamente subjectivo, vamos apresentar algumas situações que podem conduzir ao stress e arrancamento das penas.

Muitas pessoas tendem a encher de mimos a ave recém-adquirida pelo menos durante os primeiros 12 meses. Depois de passada a novidade alguns deixam de prestar tanta atenção, até porque certas pessoas enchem-se de expectativas acerca dos seus animais de estimação e quando eles não correspondem a essas expectativas, o pássaro pode ficar muito para segundo plano. Até pode passar a ser um frete fazer a limpeza da gaiola. Outras vezes a entrada de outra ave, ou animal de estimação ou mesmo quando o dono decide casar ou ter filhos e a atenção passa a ficar dividida, a ave enche-se de ciúmes e frustração e passa a arrancar as penas para chamar a atenção.

É engraçado que o psitacídeo que convive sozinho com os donos escolhe o humano favorito como seu parceiro. Ridículo, não é? Mas a ave não pensa assim. Tanto que muitas vezes o arrancar das penas traduz uma frustração sexual. A separação da ave do seu companheiro humano pode ser uma experiência traumatizante. Se outros humanos estiverem a assistir às sessões de brincadeira com o dono favorito podem ser encarados como intrusos no seu relacionamento, podendo ser rechaçados a bicadas e expressões de desafio. Estas aves deliciam-se em arrancar as penas só para ver os donos a correr para eles para lhes dizer “Então meu querido, não faças isso! Gosto tanto de ti” .Por isso nestes casos os donos não devem estimular este comportamento, e não lhe devem ligar importância. Verão que esta reacção terá benefícios a longo prazo.

A título preventivo, não preste demasiada atenção à sua ave de estimação se não puder manter esse cuidado pela vida fora. Brinque com ela 1 a 2 horas por dia mas o resto do tempo permita-lhe ter a sua própria independência. Deixar a televisão ligada perto dos psitacídeos é um factor positivo que estimula tanto a visão como a audição das aves prevenindo o aborrecimento. Sobretudo não subestime a inteligência destes animais. Um ser vivo tão esperto e activo é de se esperar que desenvolva problemas comportamentais tais como arrancar as penas ou guinchar caso se aborreça dentro de uma gaiola por falta de atenção ou estímulos para a brincadeira.

3 - FALTA DE ÁGUA E DE LUZ SOLAR
Existe um terrível mito que diz que se o papagaio se molhar apanha uma corrente de ar e morre. Isto é FALSO! Os psitacídeos necessitam tanto de banhos regulares (de preferência de “chuveiro” por uma torneira a correr) como de luz solar (ou pelo menos luz artificial que imite a luz natural).

Principais causas do arrancar das penas:
- Má nutrição
- Obesidade
- Excesso de vitaminas
- Doença do fígado ou pâncreas
- Aspergilose
- Candidíase
- Giardíase
- Infecções de pele por estafilococos
- Intoxicações por zinco, chumbo ou cobre
- Irritação por causa de detergentes de limpeza
- Alergias alimentares
- Alergias a outros animais
- Alergia a tabaco ou outros fumos


Forneça o banho à sua ave pelo menos uma vez por semana, especialmente no Verão pois além de quente o nosso clima é muito seco nessa altura do ano. As cacatuas são as aves que mais necessitam de banho. A sua pele produz uma espécie de caspa que deve ser removida regularmente senão provoca muita comichão.

A radiação ultra-violeta é importante para a conversão da vitamina D essencial para haver uma boa absorção de cálcio no intestino. A luz solar tem outros papéis preponderantes no metabolismo das aves, mas que a ciência só agora começa a descobrir. Portanto se não puder fornecer boa luz solar directa (sem ser por meio do vidro da janela), adquira uma boa lâmpada fluorescente específica para o efeito.

4 - ALTERAÇÕES AMBIENTAIS DESENCADEADORAS DE STRESS
Se treinar a sua ave a obedecer a vários comandos (Do tipo: “dá a pata” ou “para cima” ou “para baixo” etc.) isso dará segurança emocional ao animal.

Se a sua ave viver anos a fio no mesmo sítio, exposta às mesmas condições e de repente haver alterações radicais no seu meio onde vive, é quase certo que vai haver arranque de penas. Obras em casa, viver numa cozinha cheia de fumos e cheirosos condimentos, conviver com crianças abusivas que não respeitam a ave ou ainda morar numa casa em que o casal não se entende e a ave é que paga as favas... bem, tudo isto e o que o caro leitor possa imaginar, é mais que suficiente para transformar uma linda ave de estimação numa ave careca.

Então como posso prevenir? Mude a gaiola de lugar regularmente. Troque-lhe os brinquedos com frequência. Leve-a a passear cá fora sempre que a temperatura ambiental o permitir.

TRATAMENTO PARA AS AVES QUE ARRANCAM AS PENAS:
Em primeiro lugar, sem se estabelecer o diagnóstico correcto, não há tratamento eficaz. Os exames podem ser muito onerosos ou impossíveis de efectuar em certas clínicas. Mas se realmente esses testes derem positivo, não só trata o problema das penas como provávelmente salva a vida do animal. Só quando todos as análises efectuadas dão negativo é que se pode pensar em problemas psicológicos.

A causa mais comum é realmente a dieta, portanto a sua resolução não é dispendiosa. Não esqueça de fornecer uma boa ração orgânica completa específica para psitacídeos (é que nem só de sementes vive a ave!). Anti-inflamatórios naturais tais como a aloés vera são muito úteis, quer no banho que por meio de aspersão (1dl num litro de água). Não se esqueça dos banhos regulares. Não é normal um psitacídeo detestar água. Habitue-o desde cedo.

É claro que os problemas médico têm o seu tratamento específico (antibióticos, antifúngicos – por vezes a terapia pode durar tanto como 6 meses! E a giardíase responde bem ao metronidazol).

Em caso de suspeita de problemas alérgicos o melhor é remover a ave para outra casa durante 3 meses. Se houver melhoras há que descobrir o alérgeno responsável (que se for o tabaco que o dono fuma pode levar a decisões drásticas).

Em caso de suspeita de problemas comportamentais, deve consultar o seu veterinário em busca de aconselhamento. Sobretudo nada de mimar demasiado a ave para meses mais tarde não lhe ligar importância nenhuma. Castigue o mau comportamento (basta colocar a ave num quarto às escuras durante alguns minutos, fora da atenção do dono). Recompense o bom comportamento com atenção e guloseimas (frutas frescas). Não esqueça a boa iluminação e banhos de água regularmente. Em última instância pode-se recorrer aos medicamentos psicotrópicos para acalmar o comportamento negativo da ave (prozac, serenelfi, p.ex). Algumas aves reagem muito bem, outras reagem mal e outras nem sequer lhes faz nada.

Portanto caro leitor, estamos perante um problema complexo. Afinal não é só o piolho que faz cair a pena! Pouco se investiga nesta área (claro que muito menos no nosso país!). Colabore directamente com o seu veterinário em busca da melhor solução. Até breve.


Fonte: http://arcadenoe.sapo.pt/



================= Como anilhar as suas Aves =================


É prática corrente  comum anilharmos as nossas aves entre os 7 a 10 dias de vida da cria .

Verifique a imagem abaixo que exemplifica como deverá ser colocada a anilha :

No caso dos Agarponis Roseicollis as anilhas deverão ter um tamanho de 4.5mm

Se não necessita de vender ou não participa em exposições não terá necessidade de as anilhar.

Apresento de seguida as medidas necessárias nas anilhas para Psitacideos:

  • 3.5mm - Neofemas, Bourkes, Turquoisine, Elegante, Loriquitos de Asa Azul ou Croupion verde, Agapornis cana.
  • 4,0mm - Liliane, Fischer, Nigrígenis, Personata, Pullaria, Periquitos Ondulados (ancestrais).
  • 4,5mm - Roseicollis, Taranta, Kakarikis, Blue Bonnet, Stanley, Roselas, Catarinas, Croupion vermelho.
  • 5,5mm - Caturras, Cabeça de Ameixa, Rosela Omnicolor, Palliceps, Princesa Gales, Stanley.
  • 6,0mm - Periquito de Bigodes, Loriquito Swainson, Periquito de Frente Dourada, Aratinga Sol e Jendaya Pennant, Real, Ring Neck, Barraband, Bamardius, Port Lincoln, Melanure, Loris (tipo Estriato,Borneo, Duyvenbode), Pionus, Pionites.
  • 7,0mm - Pequenos Amazonas, Ara Severa, Pequenas Catatuas, Loris Negro e Versicolor, Ararina da Patagônia, Grande Alexandre.
  • 10,0mm - Papagaio Cinzento Africano, Papagaio do Cabo, Papagaios Amazonas, Grande Ecletus
  • 12,0mm - Cacatuas, Araras.
  • 13,0mm - Cacatua Moluca, Araras grande porte.



================= Doenças e Tratamentos =================

Doenças e Tratamentos

 

ACARÍASE RESPIRATÓRIA

 Causas: Ataque do ácaro Stermostoma tracheaculum, nas vias respiratórias. As exposições, trocas e compras de aves são as principais causas para a disseminação da doença

Sintomas: Respiração penosa, ofegante, tosses, plumagem desalinhada, emagrecimento da ave,abertura do bico sincronizado com os movimentos respiratórios. As aves afectadas com ácaros,ficam inquietas, mexem nas penas e mostram uma debilidade geral.

Tratamento: Isolar a ave, mantendo-a durante alguns dias numa gaiola limpa e desinfectada, aplicando insecticidas próprios para aves. Pulverizar a gaiola ou aviários com insecticidas,deixando actuar durante alguns dias e lavar tudo até á nova introdução das aves.


ÁCAROS DAS PENAS

Causas: Parasita Syrongophilus bicectinata.

Sintomas: As penas apresentam-se caídas, é possível percebe-los como pequenos traços escuros entre as bárbulas. Para verificar se a ave está sendo atacada por ácaros, pegue-a e observe as suas asa aberta contra a luz.

Tratamento: Pegue a ave, abra as asa e pulverize uma única vez com insecticida próprios a uma distância de uns 30 cm.

 

ÁCAROS VERMELHOS

Causas: Parasita Dermanysus gallinae. Este parasitas causam grandes problemas na reprodução são os chamados piolhos vermelhinhos, só apresentam esta cor vermelha quando estão cheios de sangue, caso contrário sua cor é pardo-acinzentada.

Sintomas: Estes ácaros escondem-se durante o dia nas ranhuras dos poleiros, molas das portas,buracos na parede ou teto das gaiolas, ninhos durante a criação, atacando as aves durante noite,as aves não param de se bicar tentando tirar os ácaros.

Tratamento: Pulverize poleiros, molas, ninhos e paredes com um spray insecticida para aves,podendo-se aplicar tb nas aves de acordo com a bula do medicamento.

 

ANEMIA

Causas: Falta de glóbulos vermelhos provocada por uma deficiente alimentação, carências de vitaminas, por contágio de algum parasita, ou falta de espaço, sementes estragadas, mofadas ou velhas, ataque do piolho vermelho.

Sintomas: Ave com bico e pele muito pálido e descorado, tem falta de apetite e apresenta emagrecimento, não tem equilíbrio no poleiro, plumagem opaca, sem brilho.

Tratamento: Acrescentar na alimentação papa de ovo, verduras e um complexo vitamínico.

 

AEROSACULITE

Sintomas: Respiração difícil e ruidosa com silvos pronunciados. Falta de vivacidade, o pássaro fica infértil.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado, reforçar a alimentação adicionando vitaminas na papa.

 

ARTRITE

Causas: Hereditariedade, mudanças de temperatura, aviário húmido e sem condições de higiene, alimentação inadequada.

Sintomas: Detecta-se por um inchaço nas articulações, particularmente nas asas e patas, ficam as aves constantemente no fundo da gaiola. 

Tratamento: Lavar as zonas afectadas com desinfectante próprio e aplicar uma pomada antifungicida,fornecer verduras

 

ASMA

Causas: Poeira, corrente de ar, alimentos condimentados e de fraca qualidade, gaiolas sujas,ventilação e higiene das instalações.

Sintomas: Respiração difícil, acesso asmático frequente e ofegante, muito cansaço com pouco esforço. Em casos muito graves imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas respiração acelerada intermitente com emissão de pequenos gemidos, bebe muita água e fica com falta de apetite.

Tratamento: Eliminar frio, vento, poeira, humidade, colocar a ave em gaiola com temperatura controlada “ gaiola hospital a 30º”, na hora da crise administrar antibióticos e tónicos. Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na papa e retirar sementes gordas.

 

ASPERGILOSE RESPIRATÓRIA

Causas: Parasita ou fungo de alimentos semi-deteriorados.

Sintomas: As aves parecem estar suadas, fezes esverdeadas, movimento de cauda acompanhando a respiração, abrir e fechar do bico com muita frequência. A respiração em alguns casos é bastante ruidosa.

Tratamento: Não há tratamento satisfatório com medicamentos específicos, contudo pode-se conseguir resultados com alguns medicamentos encontrados no mercado e complexo vitamínico para melhorar a resistência.

 

BRONQUITE OU TRANQUEITE

Causas: Correntes de ar, aves em local com fraca renovação do ar, bruscas mudanças de temperaturas.

Sintomas: A ave perde o apetite, narinas obstruídas, bico aberto, rouquidão e catarro, a ave fica agitada.

Tratamento: Isolar a ave na “ gaiola hospital “ à temperatura de 30º, administrar antibióticos e vitaminas A e D.

 

CANDIDIASE

Sintomas: Penas arrepiadas, falta de apetite, dificuldade para ingerir alimentos, vómitos e as vezes diarreia.

Tratamento: Assim que aparecer os primeiros sintomas, bons resultados são conseguidos com vários medicamentos.

 

CARÊNCIA VITAMÍNICA

Sintomas: Falta de vigor, queda de penas fora de época e falta de apetite. De um modo de modo geral o pássaro fica adormecido durante o dia no fundo da gaiola.

Tratamento: Dar vitaminas do complexo B (B12) em bebedouro, diariamente. Alimentação enriquecida com maçã e verduras em dias alternados durante 30 dias. Banho nos dias quentes e sol durante 15 minutos no horário da manhã. A papa com ovo cozido não deve faltar.

 

COCCIDIOSE

Causas: Alimentos e água contaminados pelas fezes ou saliva de outras aves doentes, a coccidiose está directamente relacionada com cuidados gerais de higiene, pode-se fazer prevenção fazendo uma alimentação bem pensada, água limpa e mudada diariamente, manejo adequado ao tipo de criação, isolamento das aves doentes, realizando exames clínicos em caso de mortalidade elevada.

Sintomas: Cansaço, sede contínua, o osso do peito fica saliente, há emagrecimento, fezes aquosas, desidratação e diarreia com fezes com estrias de sangue ou de coloração bem escura. Esta doença não tem cura. A coccidiose atinge principalmente o intestino delgado e os cecos em especial dos filhotes, provocando hemorragias.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado para prevenir.

 

COLIBACILOSE

Causas: Parecida com a coccidiose, mas só com exames veterinários pode ser constatada. É transmissível a animais domésticos e ao homem, porém é uma doença rara de ocorrer, doença provocada por um agente bacteriano com variantes, umas sem causar males maiores, convivendo pacificamente no intestino da ave e outras pelo contrário são patogénicas e resistentes a antibióticos.

Sintomas: Os sintomas tanto nos jovens como nos adultos manifestam-se por sonolência, falta de apetite, a ave se retira para um canto da gaiola, diarreia esverdeada frequente e de cheiro intenso deixando a região da cloaca suja, vómitos frequentes de alimentos misturados a uma substância e a um fluído esverdeado, as penas das fêmeas podem-se apresentar molhadas pela diarreia das crias. Nesses casos a mortalidade é muito elevada entre os primeiros dias de vida das jovens aves.

Tratamento: Antibióticos e desinfecção com bactericida solúvel adequados à doença com duração média de 10 dias, sendo que devemos complementa-lo com um bom complexo vitamínico após esse período.

 

CONSTIPAÇÃO OU PRISÃO DE VENTRE

Causas: Falta na variedade dos alimentos fornecidos as aves. 

Sintomas: Esforço apresentado pela ave, ao evacuar, acompanhado de movimentos e sacudidelas. Ventre inchado, fezes duras, cloaca inchada e vermelha.

Tratamento: Pingar na cloaca azeite duas vezes ao dia, dar-lhes verduras, frutas e vitaminas.

 

CORIZA

Causas: Bruscas mudanças climatéricas, aves em locais húmidos, aves mal alimentadas, falta de vitamina C.

Sintomas: Corrimento nasal, tosse, respiração difícil, mucosa congestionada, falta de vivacidade, anorexia, corrimento de cerume das narinas, que pode se tornar um ranho purulento, continuamente frequente e mucosa congestionada.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado. O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento da doença.

 

DIARREIA

Causas: Má alimentação “alimentos azedos, deteriorados e água suja”, fraca higiene.

Sintomas: Evacuação constantemente com fezes líquidas de cor amarela-esverdeada, falta de apetite e emagrecimento, cloaca inflamada, abdómen apresenta cor avermelhada.

Tratamento: Isolamento da ave na « gaiola hospital » e administrar um antibiótico adequado à base de Terramicina ou Aureomicina. Dar vitamina C e retirar todas as verduras e sementes negras ficando a ave só a comer alpista até ao seu restabelecimento total.

 

DIFTERIA

Causas: Causada pelo bacílo Klebbs-löffler, doença infecciosa, doença epidémica e se alastra rapidamente, não tem cura.

Sintomas: Olhos avermelhados, parecidos à conjuntivite, a ave não consegue engolir os alimentos, respiração com dificuldade.

Tratamento: -------

 

DOENÇA RESPIRATÓRIA (CRÔNICA) - D.R.C.

Sintomas: dificuldade de respiração, espirros, corrimento nasal e ocular. Esta doença é bastante semelhante a coriza.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado

 

ENTERITE

Causas: Inflamação dos intestinos, uma das principais causas de morte dos filhotes no ninho.

Sintomas: Diarreia, plumas da cloaca suja pelas fezes, abdómen duro e vermelho e a ave emagrece, tem muita sede.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado, vitaminas A e D e eliminar as verduras.

 

EPILEPSIA

Causas: Alimentação em excesso, sustos, luzes fortes durante a noite, excesso de acasalamento e incubação.

Sintomas: Convulsões

Tratamento: ------

 

FRACTURAS

Quando a ave partir um osso, a primeira providência é retirar os poleiros e colocar água e comida próximo do fundo da gaiola à disposição da ave. Será necessário fazer uma tala para o osso fracturado, usando gesso dissolvido em água ou álcool. Se for a perna que partiu, pegue uma palhinha cortada ao meio, coloque as duas partes na perna e passe o gesso, deixando uns 45 dias, após retire o gesso.

Se for a asa que partiu, será necessário cortar todas as penas da asa, dependendo da fractura, tente imobiliza-la com gesso. Caso não consiga, o melhor e mais correcto é levar a ave a um veterinário, que esta mais acostumado e habilitado a fazer estes serviços.

 

HEPATITE

Causas: Inflamação do fígado oriundo de excesso de alimentos gordurosos.

Sintomas: Dilatação do baço, sonolência, perda de apetite ou fome exagerada, tendência para brigas e fezes líquidas, manchas violetas no ventre, com hipertrofia do lóbulo hepático.

Tratamento: Alimentação refrescante, com cenouras, verduras e frutas. Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado. 

 

INFLAMAÇÕES

Dos Membros:

Causas: Picadas de insectos ou inflamação intestinal ocasionada por deficiência alimentar.

Sintomas: Pés, asas, dorso e cabeça apresentam sinais de infecção, em forma de excrescência que se extraído são mortais.

Tratamento: Pomadas ante inflamatórias.

 

Da Língua:

Causas: Incapacidade de quebrar as sementes, falta de grite ou osso de choco na gaiola e por distúrbios glandulares.

Sintomas: Substância calosa na língua não deixando a ave se alimentar.

Tratamento: Extracção.

 

Do Uropígio:

Causas: Excesso de gordura, ou ferimento ocasionado pela ave quando espreme a gordura do uropígio ao espojar-se.

Sintomas: Pequeno tumor na glândula do uropígio, a ave perde a fome, ficando fraca.

Tratamento: O pus deve ser retirado e o local tratado com água oxigenada e tintura de iodo ou mercurocromo.

 

Intestinal:

Causas: Ingestão de alimentos indigestos ou alimentos fortes que alojam no estômago e intestinos, provocando intoxicação.

Sintomas: Fezes abundantes, abdómen dilatado, cloaca inflamada, a ave não se alimenta.

Tratamento: Antibióticos para cortar as dores de barriga e correcção da alimentação.

 

Olhos:

Causas: Corrente de ar frio, poeira, ciscos, machucados provocados por acidentes.

Sintomas: Olho vermelho, inflamação, a ave esfrega constantemente os olhos do poleiro.

Tratamento: Limpeza dos olhos com água e pomada oftalmológica.

 

INFERTILIDADE

Sintomas: Ovos claros, o pássaro não entra em forma para reprodução. A fêmea recusa sempre o macho ou vice versa.

Tratamento: Vitaminas e alimentação sadia devem ser oferecidas aos pássaros para que na época de reprodução estejam em forma. É recomendável adicionar em 1 quilo de papa seca 2 gramas de vitamina “E” em pó.

 

OBESIDADE

Causas: Alimentos gordurosos e falta de exercícios.

Sintomas: Ave demasiadamente gorda, forma deselegante perante seu padrão.

Tratamento: Dieta alimentar.

 

ORNITOSE

Causas: Moléstia de origem parasitária que é contagiosa.

Sintomas: Tremores, sono, não se alimenta, líquido viscoso pela narina e pálpebras. Mortes inesperadas sem que apresente qualquer sintoma de doenças. Contagioso a animais domésticos e ao homem.

Tratamento: Somente constatada por exames veterinários.

 

PARASITOSE

Externa:

Causas: Falta de higiene nas instalações.

Sintomas: Queda da plumagem, emagrecimento, aparência anémica, patas brancas, olhos comprimidos.

Tratamento: Fazer a profilaxia das instalações, desinfectar as gaiolas e acessórios.

Interna:

Causas: Parasitas no estômago e nos intestinos transmitidos por fezes contaminadas.

Sintomas: Emagrecimento, e mortalidade elevada.

 

PIPOCAS DAS PATAS

Causas: Existência de agentes infecciosos no organismo da ave ou alimentação imprópria.

Sintomas: Aparecimento de pipocas (bolinas brancas) no bico, raramente nas asas e principalmente nas patas, inchaço e formação de furúnculos e de cortes nas patas.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

 

PNEUMONIA

Causas: Queda repentina de temperaturas, ambientes quentes com correntes de ar, banhos excessivos em dias frios.

Sintomas: Embolam colocando a cabeça sob as asas, a cauda acompanha o ritmo respiratório, febre e asas caídas. Falta de vivacidade, penas soltas.

Tratamento: Colocar a ave em gaiola separada com temperatura de 30º a 32º, existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado. Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na papa.

 

RAQUITISMO

Causas: Muito parecido com o do ser humano raramente ocorre nas aves que são expostas ao sol, somente aparece quando a ave não toma banho de sol.

Sintomas: Pernas e asas fracas, aves pequenas, as vezes deformadas.

Tratamento: Colocar as aves para tomar banho de sol diários, fornecer na papa óleo de fígado de bacalhau.

 

SALMONELOSE

Causas: Vários agentes patogénicos do tipo Salmonelas, típicos colibacilos bastante resistentes às desinfecções e ao próprio tempo.

Paratifose

Sintomas: Fulminante, a ave fica num canto da gaiola, asas caídas, penas soltas e respiração ofegante, morte repentina.

Tratamento: Isolar a ave doente, desinfectar o canário e local com água com soda, administrar sulfas e antibióticos, clorofenicol e vitaminas.

 

Aguda

Sintomas: Ave não canta, não tem vivacidade, se retirando para um canto da gaiola, sede, diarreia amarela-esverdeada, cloaca suja, respiração ofegante.

Tratamento: Os mesmos citado para paratifose e desinfecção e bactericida.As aves curadas são portadoras dos germes.

 

Crônica

Sintomas: Diarreias alternada com constipação intestinal, emagrece rápido, articulações inchadas.

Tratamento: O mesmo referido as outras duas formas. Evitar cruzar as aves curadas por normalmente transmitirem esterilidade a sua prole ou enterite.

Tratamento Geral: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

 

SINUSITE INFECCIOSA

Sintomas: Corrimento frequente das narinas e dos olhos que ficam injectados com inchação ao seu redor, podendo apresentar pus. O pássaro não come e permanece com a cabeça em baixo das penas recolhido num canto do poleiro ou no fundo da gaiola. Esfrega, seguidamente, o bico contra o poleiro ou arame, respiração difícil.

Tratamento: Lavar as narinas e olhos com água morna. Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

 

STREPTOCOCOS

Sintomas: Sono Contínuo. O pássaro se isola em um canto da gaiola. Cloaca suja pela diarreia.Emagrecimento rápido, Respiração ofegante. A causa e as asas caídas. aumenta o ritmo respiratório, bico aberto. O pássaro pode, de tempos em tempos, emitir ruídos agudos.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

 

STRESS

Causas: Sustos, barulhos repentinos nas instalações, etc.

Sintomas: A ave fica sonolenta, abatida, assustada devido à inabitação, alimentação imprópria ou excesso de antibióticos, tumultos dentro do canaril provoca agitação nos pássaros. Muito especialmente ao retornar de exposições ou viagens longas. Tumultos dentro do aviário provoca agitação nos pássaros causando-lhes stress.

Tratamento: Administrar vitaminas, eliminar os barulhos, as causas de fadiga, alimentação insuficiente, mudanças de temperaturas e excesso de parasitas.

 

SUOR DAS FÊMEAS

Aparece quando os filhotes ainda não saíram do ninho. A fêmea, bem como os filhotes, apresenta o peito todo molhado, às vezes o próprio ninho fica húmido.

O suor das fêmeas ocorre devido às diarreias que atacam os filhotes. Estes podem ser provocadas por doenças como a Salmomelose ou mesmo por problemas alimentares. É bom relembrar, a esse respeito que os pássaros não têm glândulas sudoríparas.

TEIGNE

Sintomas: Manchas redondas ao redor das pálpebras, perto do bico ou ainda nos ouvidos com formação de escamas secas.

Tratamento: Desinfectar bem a gaiola, aplicar com cautela pomada antimicótica.

 

TOXOPLASMOSE

Doença bastante grave ocorre especialmente nos filhotes e pode ser fatal.

Sintomas: As aves mostram-se tristonhas, fracas e apresentam diarreias, as vezes com sangue, no peito o externo fica bastante saliente e o fígado também costuma ficar inchado.

Tratamento: Os mesmos aplicada a coccidiose.

 

TIFO

Causas: Transmitida pelas fezes das aves doentes, pela água e picadas de mosquitos.

Sintomas: Asas caídas, penas soltas e diarreia verde. Mortalidade muito elevada e rápida, entre 12 e 24 horas.

Tratamento: Isolar as aves. Administrar antibióticos e desinfectar com bactericidas.

 

VARÍOLA

Causas: Bactéria que se desenvolve na ave num período de 1 a 3 semanas, transmitida por parasitas, insectos, moscas e pelas aves.

Sintomas: Queda de pequenas plumagens ao redor dos olhos, as vezes as pálpebras engrossam, furúnculos, partes mais atingidas bico, faringe e orelha.

Tratamento: Separar a ave, passar desinfectante e bactericida, evitar moscas e insectos fiquem transitando nas aves sadias. As aves atacadas e curadas ficam imunes a doença. Neste caso a antiobicoterapia é geralmente ineficaz; a única acção válida é preventiva por vacinação.

 

Fonte "http://www.avesloule.com"